Blog do Luis Felipe Costa

Cotidiano. Textos próprios. Reflexão sobre juventude, política e cidadania.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Por que Direito?

Encontrei este texto incrível para explicar o sentimento do estudante de Direito, principalmente na hora da escolha pelo curso. Muito boa esta leitura!
É só clicar no link abaixo


Por que Direito?

domingo, 22 de maio de 2011

Pensar, apenas.

De uns dias para cá só faço pensar. Tudo são ideias. Apenas. Tudo não passa de hipóteses. Talvez seja por isso que tenha deixado de escrever tanto tempo neste espaço. Porque se as tivesse concretizado elas já estariam aqui expostas.
Mas a lamentação se dá pelo fato de nenhuma delas- ideias- habitarem o espaço real, apenas o meu imaginário.
Vida, trabalho, futuro, relacionamento, tudo e mais um pouco. É sobre isso que penso. Aliás se fizessem uma pesquisa generalizada, será sobre isso que todos também pensam. Por sinal quem não se projeta esperando estabilidade e sossego financeiro, amoroso, familiar etc não consegue aspiar a nada. Perceberam que foi proposital a minha preocupação primeiro com o financeiro e depois com o amoroso?! Pois é, talvez um defeito que eu tenha.
Preocupa-me o fato como as coisas ao redor de mim estão tomando certas proporções que saem ao meu controle, por eu nunca tê-las controlados. E pode? Pode.
Eu não estou a conseguir objetivos que antes eram um caminho tão fácil e hoje encontram-se alojados num cume de uma montanha, que para subi-la há muito desgaste e sofrimento, por vezes posso me machucar e desgastar-me sem nem mesmo ter a expectativa do sucesso.
Ao mesmo tempo destes pensamento fantasiosos sonho com uma vitória esmagadora sobre meus inimigos, imaginários ou não. O sucesso e o fracasso habitam tão maliciosamente o ser humano, sucessivamente. E neles e por eles desenvolvem-se as atividades de minha vida.
Espero um dia concretizar estas ideias, pelo sucesso ou pelo fracasso delas. Afinal o ser humano não deixa de ser múltiplo, contraditório, ambíguo.

sábado, 9 de outubro de 2010

Círio de Nazaré - Procissão de Fé







Chegou a época do Círio em Belém do Pará. É tempo de renovação, de introspecção, encontro com Deus, você faz uma auto avaliação. Daquilo tudo que já passou em sua vida e aquilo que lhe espera. Novos desafios, alegrias e tristezas.
Mas o Círio revela a grande devoção do povo paraense à Nossa Senhora de Nazaré, à igreja Católica e amor por nosso querido Deus, que nos nos deu nossa bendita Mãe, chamada carinhosamente por "NAZINHA" pelo povo do Pará.
É Nazinha que intercede junto ao nosso pai para nos proteger dos perigos, nos guardar em seu coração infinito de amor pelo seus filhos. E o povo devoto faz questão de estar com Nazinha por onde ela passe, enfeitando a fachada de suas casas, convidando os familiares distantes, realizando uma ceia saborosa e farta, enfim realizando o "Natal dos Paraenses".
Nesta época tão especial quero agradecer por tantas bênçãos em minha vida, renovar minha fé católica e a agradecer pelas graças alcançadas. Feliz Círio a todos.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Por mais livros, bibliotecas e educação!



Antes, quando meu interesse esbarrava em games, brincadeiras de moleque, conversa fiada e uma vida tranquila na cidade de Capanema; nunca pensei em colecionar livros, ou melhor, ler com frequência romances, ficção científica, contos ou outra coisa do tipo. Nunca fui um hábil leitor. Primeiro porque o sono não deixava, depois não tinha tanto interesse, parecia que as histórias não possuiam uma emoção, uma trama que envolvesse. Nesses tempos também não saía à caça de bons livros, autores etc. Tinha uma certeza: ler não era para mim.
Passado alguns anos, veio o "boom" de vendas, críticas e todos só falavam nele: O Código Da Vinci. Apesar de toda esta mídia entorno, não me despertou tanto o interesse. Minha mãe,na época trabalhava em São Paulo enviou-me uma cópia do famoso livro. Deixei-o de lado nos primeiros dias, no decorrer dos dias aquilo ocupava meu espaço e não tinha como liquidá-lo. Resolvi então lê-lo para poder livrar-me dele, afinal não poderia desperdiçar a compra de minha mãe.
Minha Avó materna e minha madrinha,católicas fervorosas, não aceitaram muito bem a leitura,por mexer intrísicamente com dogmas da Igreja. Ouvi as críticas, mesmo assim iniciei a leitura.
Uma revolução tomou conta de mim. Simplesmente não foi seu conteúdo que despertou um interesse máximo, não mudou minhas certezas nem minhas crenças. Mas aquilo que mais intrigou-me foi o modo como a história se desenvolveu, como foi escrita, a dinâmica do livro, o livro me prendeu do prólogo ao epílogo. Sensacional.
Daí em diante, minha leitura cresceu exponencialmente, incluí também autores renomados( José Saramago, Euclides da Cunha, Carlos Drumond etc.) a fim de sanar a curiosidade do porquê eles são bons escritores.
A leitura foi de grande valia para mim. Possibilitou criar com as palavras necessárias este blog. Óbvio que não sou um exímio escritor mas a cada novo livro tento absorver o melhor de cada autor para aperfeiçoar minha escrita e oratória.
Hoje sou fã incondicional de livros e quando posso compro alguns para renovar minha imaginação. A foto acima retrata a minha minibiblioteca, que aumenta a cada dia.
É uma tristeza a realidade da maioria das cidades brasileiras não terem bibliotecas. Tão simples seria aguçar o interesse de pessoas em formação pela leitura. Mas os políticos acham que isso não daria votos a eles, por isso não se interessam. Seria ótimo discutirmos com mais afinco o que seria um verdadeiro investimento em educação.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Da política e da juventude.


Relacionar política e juventude talvez não seja uma tarefa fácil. Porém recentemente "forças jovens", como são denominadas as manifestações juvenis suprapartidárias, estão melhor se organizando e engajando os jovens para discutir o futuro social e político do país.
Trazer esse segmento a fim de apresentá-los projetos para serem analisados é muito importante, pois eles iniciam a vida cidadã aos dezesseis anos e precisam de um indicador confiável.
Despontam pelo Brasil exemplos vitoriosos de políticos jovens interessdos em desenvolver trabalhos direcionados à classe juvenil. Não citarei por temer faltar com algum nome.
As principais ações desenvolvidas são as maneiras de proporcionar ao jovem a possibiidade de se inserir no mercado de trabaho. Conversar com os comerciantes e associações comerciais a fim de ofertar vagas para aprendizes, é o dever do poder público. Isso acarreta interesse púbico e privado juntos em prol da promação do primeiro emprego.
Outra via a se pensar são os cursos profissionalizantes. Estes cursos ajudariam a promover o exempo exposto acima. São cursos práticos, de pequena duração que garantem rápida inserção no mercado de trabalho e estabilidade econômica ao jovem.
Políticas juvenis que deem garantias de pleno desenvovimento e acesso aos mais diversos setores econômicos e socias são viáveis de discussão para ter uma maior eficácia.
Com todo esse movimento em favor da juventude , não podemos esquecer de citar a aprovação da PEC da juventude. Importante por designar especificamente o termo Jovem em nossa carta magna, projetando uma maior atenção por parte de autoridades e da sociedade no bem-estar juvenil.
Política não é assunto de velho, como já dizem alguns, é assunto sério para se analisado por quem tem responsabiidade e projeta seu futuro.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Invictus

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.


Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

sábado, 19 de junho de 2010

Sem José !

Eu começo esse meu texto com um trecho do poema JOSÉ de nosso dileto poeta Carlos Drumond de Andrade :

E agora , José?
A festa acabou
A luz apagou
O povo sumiu
A noite esfriou
e agora, José? ...


Utilizo deste poema, que coinscide com o nome do principal escritor contemporâneo da língua portuguesa, único lusófono a ser premiado com o Nobel de Literatura, em 1998; para expressar a perda irreparável para o mundo pensante.
Como descreve Drumond, há uma evasão de situações que caracterizam o seu personagem e por associação, à morte deste grande expoente na critica ao homem moderno. Apesar de ter uma visão apenas como leitor, inspiro-me com os textos de Saramago a não ser pessimista, mas aprendo o modo de analisar um mundo péssimo.
José de Sousa Saramago nasceu em Azinhaga, na provícia do Ribatejo, Portugal. Porém viveu o resto de sua vida em Lanzarote, nas ilhas Canárias, Espanha.
Conhecido por seu ateísmo e iberismo, criou grandes litígios com a Igreja Católica, principalmente com o lançamento de O envangelho segundo Jesus Cristo. José Saramago defendia o Comunismo e dizia ser convicto com a ideologia do partido.
Mas seria por de mais desmereçedor lembrá-lo apenas por suas convicções. O autor tem de ser rememorado por seu profundo estudo do homem e os dilemas contemporâneos, um ser sem valores, e quando os têm , valoriza o material em detrimento do social.
Minhas poucas leituras, infelizmente, de sua autoria, se tornaram prediletas em minha estante. Ensaio sobre a cegueira e CAIM além da força da descrição e do conteúdo para reflexão, são ótimas indicações para aqueles que utilizam os livros para desenvolverem a crítica social aos modelos excludentes da sociedade.
Finalmente, só quero expressar minha profunda tristeza com a morte de um dos meus autores preferidos. Parafraseando o clichê usado por Fernado Meirelhes, diretor do fime homônimo Ensaio sobre a cegueira, digo: O mundo ficou mais cego e burro com a morte de José Saramgo. Um Cidadão do Universo.